Sunday, June 26, 2011
A world of endless possibilities
Sometimes i have these ideas that i can't find the right words to put on "paper". As usually Randall from xkcd got it just right...
Thursday, June 2, 2011
Não é a altura certa
Não é a altura certa para radicalismos... dizem eles.
Não é a altura certa para aventuras!
Não é a altura certa para pensar em utopias!
É preciso ter os pés bem assentes na terra!
É preciso continuar a lutar pelo desenvolvimento!
É preciso acreditar nos valores tradicionais!
A toda esta gente que ridiculariza a excentricidade das novas ideias, chamando-as de radicais, eu gostaria de perguntar se têm consciencia de até onde as formas de pensamento tradicional nos trouxeram até hoje...
Não é a altura certa para aventuras!
Não é a altura certa para pensar em utopias!
É preciso ter os pés bem assentes na terra!
É preciso continuar a lutar pelo desenvolvimento!
É preciso acreditar nos valores tradicionais!
A toda esta gente que ridiculariza a excentricidade das novas ideias, chamando-as de radicais, eu gostaria de perguntar se têm consciencia de até onde as formas de pensamento tradicional nos trouxeram até hoje...
Tuesday, April 12, 2011
O preço dos combustíveis
A: O consumo de combustível aumenta a maiores velocidades.
B: A maioria dos portugueses queixa-se do aumento de preço dos combustíveis.
C: A maioria dos portugueses conduz em excesso de velocidade.
Ironia... à venda em portugal.
Thursday, February 24, 2011
Geração ao colo
Dizem que a minha geração está à rasca. Será dos dentes?
Segundo os meus familiares, no seu tempo ia-se descalço para a escola, e as vezes passava-se fome. Nesse tempo nem todos tinham posses para estudar. Só alguns as tinham, esses tornaram-se doutores e até hoje vivem bem.
Os nossos pais quiseram melhor para nós, então lutaram para trabalhar e juntar dinheiro para nos criar. Com os impostos do seu trabalho, o estado pagou a educação da minha geração. Queriam que todos fossemos doutores...
Agora temos uma geração de doutores bebés, que até agora foram levados ao colo e aguardavam o emprego prometido. Esta geração revolta-se agora, porque o emprego prometido não existe, numa sociedade onde todos são doutores e já não fazem falta mais.
Na minha geração não se passa fome, fala-se em obesidade. Na minha geração não se vai descalço para a escola, vai-se de carro ao café e à discoteca. Na minha geração não há emprego, há trabalho, que ninguém quer porque todos são doutores.
Wednesday, February 16, 2011
Pensar duas vezes ou uma vá
Irritam-me... pessoas impulsivas... irritam-me!
Não há nada melhor para me tirar do sério como ouvir expressões como "eu sou assim, tenho que dizer as coisas na hora" ou "aquela pessoa não tem mau feitio, tem um feitio especial". Bullshit! Meus amigos, custa a todos pensar duas vezes antes de agir e não dizer a primeira coisa que nos vem à cabeça. E custa-me também muitas vezes não desatar ao estalo a muita gente. Temos um lado racional e sensato que se sobrepõe aos instintos básicos e é preciso esforço para usa-lo. Vocês são é uns grandes egoístas que se orgulham de ter muita "atitude" quando na realidade são apenas preguiçosos.
PS: Note-se que ser impulsivo é diferente de ser decidido. Ser indeciso também é um problema, é bom haverem pessoas decididas que não se deixam levar pela apatia e agem quando é necessário.
Friday, February 11, 2011
Tuesday, February 8, 2011
Os que falam e os que calam
Porque é que as pessoas mais incultas são as primeiras a manifestar-se, as que falam mais alto, as que estão mais convencidas que têm razão e dispostas a lutar por tudo?
Talvez porque as que mais sabem são as que descobrem o quanto mais falta saber, as que reconhecem que nenhuma razão é absoluta, as que percebem que a única luta justa é a interior.
Monday, January 10, 2011
Os bons e os maus
Aprendemos desde crianças a distinguir os bons e os maus. Na escola há os bem comportados e os mal comportados. Em casa os pais dizem que "aquela é boa senhora" mas não devemos falar com "a outra vizinha que é má pessoa". Nos filmes os bons e os maus estão sempre bem caracterizados para que seja óbvia a distinção. E seguimos pela vida fora, com o saco branco numa mão e o saco preto na outra, para separar as pessoas que vamos encontrando pelo caminho. Até que chega um ponto em que ficamos confusos. Esta pessoa parece-me cinzenta, e agora? Vou colocá-la no saco branco um bocadinho, mas se não se porta bem salta já para o preto. Outras vezes discordamos da opinião de uma pessoa que consideramos boa ao classificar uma terceira. Ou ela não está a ver bem, ou não é tão boa quanto pensei. E quando as pessoas boas nos magoam? É uma chatice, porque estávamos desprotegidos e assim dói mais. E agora? Ficam no mesmo saco? Que confusão. E quando as más tentam fazer-se de boas? A ver se mudam de saco, as grandes aldrabonas, pensam que enganam alguém. Outra vez? Mais uma pessoa má que foi simpática. Ficamos mais confusos ainda. Será que o sistema não está a funcionar bem? Estas pessoas parecem tão inconstantes, agora boas, agora más. Já nem parece preto nem branco. Aquela parece azul. E aquela vermelha. Vejo ali um amarelo e um verde. E rosa? Rosa é bom? Deve ser. E aquele preto afinal era um castanho. O branco afinal era pérola... bem amarelado. Mas que salgalhada de cores que aqui vai. Os senhores dos filmes não me prepararam para isto. Devem ser maus... ou azuis às riscas roxas!
Castelos de areia
Trapalhão... estragaste o castelo. Estava a ficar bonito, até mais que os outros. Tens que ter cuidado, estes castelos são habitados. Não chores, há água salgada suficiente no mar. Pega a pá e o balde e recomeça. Despacha-te que já está a ficar escuro.
Friday, December 24, 2010
É tradição
É tradição. É importante. Tem que se fazer. Segue os rituais. Segue a receita. Vamos, está na hora. A seguir voltamos. Pró ano repete. No natal trocam-se prendas. Nos casamentos veste-se a rigor. A seguir come-se muito. Vamos, veste o fato. Usa a gravata. Agora não, que é para mascarar. É pascoa, vai uma amêndoa? Morreu na cruz. E o coelho? Não sei. Usa os talheres. Primeiro o peixe, depois a carne. Senhoras primeiro. Não era o peixe? Não digas isso, parece mal. Então digo o quê? Bom dia, boa tarde, boa noite. Estende a mão, recolhe o braço. Come. Bebe. Vá mais um pouco. Não quero. Queres. Agora senta. A seguir levantas. Depois voltas. Porquê? Porque é assim. Tenho de fazer tudo isto? Sim. Mas fico sem tempo. Tempo para quê? Para tudo que não é isto. Isso não é nada. Eu sei. E isso é o que? É tradição. Mas para que serve? Ainda não entendeste? Não. Para nos manter ocupados. Para que tudo pareça importante. Para não nos lembrarmos que ninguém sabe o que estamos cá a fazer. Não saberias lidar com a insignificância. Segue o protocolo, tudo é importante.
Monday, November 22, 2010
Open-minded
Está na moda ter uma mente aberta. Toda gente quer mostrar que tem uma mente aberta, mas para a maioria ter uma mente aberta consiste em experimentar coisas novas, explorar o que se desconhece para ver o que mais agrada. Na realidade isso é apenas ser curioso. Mente aberta implica saber aceitar o que não nos agrada, tolerar o que não compreendemos, conviver com o que não concordamos.
Tuesday, November 9, 2010
O senhor do Tractor
Era uma vez... uma terra distante onde as pessoas plantavam a sua comida, tratavam da sua própria roupa e viviam sem grandes preocupações. Cada pessoa cultivava um pouco do terreno em sua volta e todos eram felizes pois tinham o seu próprio sustento. Um dia um senhor inventou um tractor e cultivou a terra toda sozinho.
Alternativa 1: Agora que cultivar era mais fácil, produzia-se mais comida com menos trabalho, e as pessoas ficaram ainda mais felizes pois tinham mais tempo para dedicar à vida.
Alternativa 2: O senhor do Tractor achou que seria injusto partilhar com o resto da população aquilo que cultivou sozinho e decidiu ficar com tudo para ele. O senhor do Combustível reclamou então uma parte dos produtos ao senhor do Tractor em troca do combustível. Como a terra já tinha sido toda cultivada, as pessoas não tinham onde plantar e então tentaram roubar ao senhor do tractor. Este para se proteger, contratou o senhor da Segurança para guardar as terras, dando-lhe em troca também uma parte do seu cultivo. Para sobreviver as pessoas começaram a oferecer serviços ao senhor do Tractor em troca da comida. O senhor da Moda ofereceu-lhe roupas novas, o senhor das Casas ofereceu-lhe um abrigo maior, o senhor dos Remédios ofereceu-se para lhe tratar as maleitas e por aí fora. Rapidamente começaram a competir para convencer o senhor do Tractor que os seus serviços eram os mais importantes e todos eles indispensáveis. Chegaram mesmo a trocar serviços entre si. No meio de tanta confusão o senhor Governador foi escolhido para organizar e garantir o bom funcionamento dos serviços, recebendo em compensação uma parcela de todos eles. Algumas pessoas não tinham serviços para oferecer e ficaram sem comida, então insistiam em roubar ao senhor do Tractor. Farto da situação, o senhor da Segurança prendeu-as todas num abrigo e contratou o senhor Cozinheiro e o senhor da Limpeza para tratar delas. Assim não passavam fome e ao menos estavam quietas. Com o passar do tempo o senhor do Tractor gozava cada vez mais dos serviços que lhes eram prestados e armazenava menos comida. Com receio de não poder trocar mais comida pelos seus novos vícios, foi trocando por partes do terreno. O senhor Governador logo ordenou que este terreno fosse aproveitado por toda a população para criação dos seus produtos e serviços. Tudo isto gerava uma quantidade enorme de lixo, então o senhor do Tractor teve que abdicar de mais uma grande parte do terreno para se guardar o lixo. Com um terreno agora pequeno, o senhor do Tractor produzia menos comida, mas ainda dava para se alimentar e ter alguns gastos. O senhor Governador logo se apercebeu que nesta terra agora havia menos comida, e logo arranjou o senhor Professor para ensinar novas profissões à população. Com novas profissões haveria mais serviços para trocar por comida. O senhor professor ensinou as novas gerações, e geração após geração as profissões foram passando de pais para filhos. Ao actual senhor do Tractor, descendente do primeiro senhor do Tractor, restava agora apenas um pequeno pedaço de terra para cultivar. Havia fome na terra à já vários anos, embora alguns tivessem mais comida que outros, aos poucos tudo foi escasseando. No meio de toda a miséria o senhor Louco disse à população que teria que haver uma Alternativa, talvez tudo isto fosse desnecessário. Todos trataram de ridicularizar o senhor Louco dizendo que é uma loucura acabar com tudo, pois todo o sistema desmoronar-se-ia e haveria mais miséria. Toda gente sabe que a terra precisa é de mais produtos para gerar mais riqueza.
Monday, October 18, 2010
Homo, poli e afins
A homofobia não é um quebra-cabeças. Tenta-se impedir que duas pessoas se casem, só porque têm o mesmo sexo, ainda que isso em nada nos afecte. Restringir a liberdade de alguém, por puro capricho, é claramente errado.
Por outro lado nunca tinha reflectido sobre a poligamia, até ler recentemente uma notícia sobre um caso. Sempre visualizei a relação poligâmica como o acto de um homem/mulher que engana dois parceiros, esconde duas famílias e casa duas vezes de forma ilegal. No entanto, o homem deste caso vive feliz com 4 mulheres e filhos de todas elas na mesma casa. Legalmente apenas está casado com uma delas. Todas as mulheres e filhos exclamam serem felizes e amados. Os críticos apontam que "as mulheres não podem ser felizes" e que "o homem deveria ir preso por poligamia". Ora se todos os envolvidos manifestam ser felizes e participar na relação de própria vontade, quem são estes críticos para dizer o contrário? Vamos acabar com a felicidade desta família, deixa-la sem sustento e colocar o pai na prisão, apesar de em nada interferir com a nossa própria liberdade, apenas porque nos parece fora de normal? Se ter filhos fora do casamento fosse ilegal, meio mundo estaria na prisão.
Impedimos a união entre pessoas do mesmo sexo, ou entre várias pessoas, sem motivo para tal, enquanto os casamentos em consanguinidade (por ex. entre primos) são permitidos, apesar de se saber que há uma grande probabilidade de defeitos genéticos em filhos de tais relações.
"We live in a world where we have to hide ourselves to make love, while the violence is made at the light of day". - John Lennon
Sofrimento Artificialmente Prolongado
Impedimos as pessoas de morrer, ainda que queiram, e ainda que tenham fortes motivos para tal. Vejo-me na pele de um doente sem cura, preso a anos sem fio de sofrimento sem retorno. A vida suspensa pelos cuidados constantes de terceiros. - "Estou cansado, doí e não quero mais. Vivi o suficiente. Mas não me deixam morrer, dizem que não é natural."
Não é natural? Recordemos o que aconteceria antes da existência de civilização (cuja duração é uma migalha no tempo total de existência da nossa espécie). O indivíduo em final de vida seria incapaz de procurar alimento e rapidamente sucumbiria. O seu sofrimento terminaria em pouco tempo. Afinal o que é natural e o que é artificial?
Gastamos os nossos esforços a tentar manter vivos a todo custo aqueles que no seu direito querem morrer, enquanto deixamos morrer aqueles que a todo custo lutam pelo seu direito a sobreviver.
You're so COOL
Sunday, October 17, 2010
Conflict
...and I can see that you all disagree with me. Keep in mind that truth is relative, what can be right for one may be wrong for another. In order to live in society we use an agreement of most common sense. Therefore inside these walls you are right, I am wrong. However, there are places in the world where I am right, and that comforts me.
Saturday, October 9, 2010
Rir
Porque gosto de rir e fazer rir...?

Sabemos a verdade toda a vida. Sabemo-la desde que somos crianças. Tudo tem um fim... um dia deixaremos de existir. Nascemos para morrer. Essa realidade está sempre presente, um pesado fardo que carregamos durante toda a viagem.
Mas quando rimos esquecemos por instantes a realidade. Explosões instantâneas de felicidade que nos cegam e elevam. Por momentos rimos na cara do destino. Por momentos somos imortais.
Monday, September 27, 2010
Sunday, September 19, 2010
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